Alugámos novamente um longtail boat durante 4 horas, desta vez rumo a nordeste de Phi Phi Don, para um passeio pela Mosquito Island e Bamboo Island. A 1ª deve o seu "nome" ao facto de a configuração da ilha fazer lembrar um mosquito, quando vista do ar. A 2ª, porque, para lá do extenso areal, existe uma imensa floresta de árvores de bambu que torna a vegetação da ilha muito original. Mergulhámos nas águas transparentes das ilhas, e deixámo-nos render à envolvente serenidade da submersão. Tão envolvente... que fiz óptimos progressos no combate à minha "hipocondríaca-hidrofobia"!
Mas foi entre estas ilhas de sonho, em pleno mar alto, que encontrámos o melhor spot de snorkeling - Hinklang. L-i-n-d-o! E, claro está, mais uma vez, não podíamos deixar de registar para a posteridade, os momentos vividos no imenso mundo debaixo de água.
No regresso, resolvi ir ver o pôr-do-sol ao "Sunset Satay Bar", no miradouro do hotel, no lado noroeste da ilha, enquanto a Miriam preferiu ficar a bezerrar na cadeira da piscina.
Gosto mesmo muito do pôr-do-sol. Pela beleza do fenómeno em si. Por uma certa poesia que o momento comporta. Mas sobretudo, pela aura de transcendência, de comunhão universal com o que nos rodeia, de verdadeira harmonia com a Natureza.
O perfeito círculo de fogo que lentamente desaparecia no horizonte do Mar de Andaman, foi um dos momentos inesquecíveis das minhas férias em terras tailandesas.
Enquanto apreciava o fenómeno adivinhem só com quem dei de caras? O nosso amigo tarado! Fazia companhia a um simpático casalinho de portugueses em lua-de-mel. Surpreendentemente (ou talvez não), o pôr-do-sol e as fotos tiradas entre nós acabaram por ser o mote para uma divertida conversa a 4, até cair a noite cerrada.
Entretanto, a Miriam, sem saber de mim, procurava-me por todo o empreendimento, imaginando que eventualmente tivesse caído pelo miradouro abaixo ou sido raptada pelo implacável "serial killer" à solta...
No buffet, ao jantar, acabámos por nos encontrar todos novamente e a Miriam teve oportunidade de comprovar que o suposto "tarado" afinal até era um tipo porreiro (embora algo estranho, é certo), viajante solitário, fala-barato, que gostava conhecer gente e fazer amigos por onde passava. Ficámos algo aliviadas por descobrir que, afinal, não existia nenhum lunático à solta por ali...
Não resistimos ao buffet de Cozinha Moderna e Tradicional Tailandesa e aventurámo-nos, sem medo, pela diversidade de iguarias exóticas que a rica gastronomia local oferecia. No dia seguinte, porém, tivemos oportunidade de constatar as terríveis consequências que os excessos de tão abundante repasto nos reservava... Abençoado "normalizador da flora intestinal"!
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