quinta-feira, 31 de maio de 2007
quarta-feira, 30 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Back to Bangkok... (28/05/2007)
A mini-van levou-nos de Koh Lanta até ao Aeroporto de Krabi, onde apanhámos o voo da THAI até ao Aeroporto Internacional de Suvarnabummi, em Bangkok.
Acabámos por reencontrar o divertido casal de australianos com quem tinhamos feito amizade no "Sri Lanta", e que nos acompanhou na viagem de regresso.
De volta ao "@home silom", em Bangkok, esquecemos horários. Acordámos tarde, por volta das 13h00. Foi provavelmente a noite mais bem dormida até então.
Almoçámos no "Pratunam Plaza" e vagueámos pelas ruas da cidade mais feia, poluída, caótica e barulhenta onde alguma vez haviamos estado.
À noite, decidimos fazer umas compras ao mercado nocturno da popular Chao San Road.
Com os passeios e o almoço fora de horas, acabámos por não jantar.
Por isso, quando chegámos ao hotel, estávamos famintas!
Como no mini-bar do quarto não havia nada de jeito para comer, lá fomos nós a pé pela Silom Road fora, às 2h da manhã, para comprar comida no "7 Eleven" mais próximo (famoso mini-mercado, aberto 24 horas). Compensou a nossa "aventura nocturna". E mais uma vez proporcionámos um momento divertido à sempre bem disposta senhora da recepção, que se ria sempre imenso connosco. Ou de nós!
domingo, 27 de maio de 2007
sábado, 26 de maio de 2007
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Phi Phi - Krabi - Koh Lanta (25/05/2007)
Acordámos bem cedo , pois tinhamos à nossa espera, às 8h00, o longtail boat que nos levaria à baía Tong-Sai para apanharmos o ferry de volta para Krabi. Poderíamos ter ido directamente para Koh Lanta, mas por ser época baixa e o número de passageiros não se justificar, a ligação de ferries estava encerrada. Significa que prolongámos a nossa viagem até ao nosso novo destino. Em lugar de fazer o percurso em 2h no total, foram 2h de ferry até Krabi, e dali, 3h até Klong Yin Beach, em Koh Lanta Yai, a ilha sul de Lanta. Foi extremamente cansativo e nunca mais víamos a hora de chegar ao hotel.
Ficámos hospedadas no "Sri Lanta Resort & SPA", um hotel muito zen, muito bem decorado, composto por bungalows integrados na floresta, cujo WC se encontrava no exterior.
Satisfazer as necessidades fisiológicas e os hábitos básicos de higiene implicava, portanto, partilhá-lo com a exótica bicharada local: grandes sapos, o popular "Mr. Gecko" (pequena lagartixa), escaravelhos e mosquitos gigantes, passaredo diverso... Enfim, um autêntico zoo em verdadeira sinfonia de ruídos. Confesso que sentimos algum receio em usar o WC. No início, achámos assustador, mesmo. Mas com a habituação, acabámos até por achar divertido!
Meninas da cidade!
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Still in Paradise... Phi Phi Don (24/05/2007)
Mas foi entre estas ilhas de sonho, em pleno mar alto, que encontrámos o melhor spot de snorkeling - Hinklang. L-i-n-d-o! E, claro está, mais uma vez, não podíamos deixar de registar para a posteridade, os momentos vividos no imenso mundo debaixo de água.
No regresso, resolvi ir ver o pôr-do-sol ao "Sunset Satay Bar", no miradouro do hotel, no lado noroeste da ilha, enquanto a Miriam preferiu ficar a bezerrar na cadeira da piscina.
Gosto mesmo muito do pôr-do-sol. Pela beleza do fenómeno em si. Por uma certa poesia que o momento comporta. Mas sobretudo, pela aura de transcendência, de comunhão universal com o que nos rodeia, de verdadeira harmonia com a Natureza.
O perfeito círculo de fogo que lentamente desaparecia no horizonte do Mar de Andaman, foi um dos momentos inesquecíveis das minhas férias em terras tailandesas.
Enquanto apreciava o fenómeno adivinhem só com quem dei de caras? O nosso amigo tarado! Fazia companhia a um simpático casalinho de portugueses em lua-de-mel. Surpreendentemente (ou talvez não), o pôr-do-sol e as fotos tiradas entre nós acabaram por ser o mote para uma divertida conversa a 4, até cair a noite cerrada.
Entretanto, a Miriam, sem saber de mim, procurava-me por todo o empreendimento, imaginando que eventualmente tivesse caído pelo miradouro abaixo ou sido raptada pelo implacável "serial killer" à solta...
No buffet, ao jantar, acabámos por nos encontrar todos novamente e a Miriam teve oportunidade de comprovar que o suposto "tarado" afinal até era um tipo porreiro (embora algo estranho, é certo), viajante solitário, fala-barato, que gostava conhecer gente e fazer amigos por onde passava. Ficámos algo aliviadas por descobrir que, afinal, não existia nenhum lunático à solta por ali...
Não resistimos ao buffet de Cozinha Moderna e Tradicional Tailandesa e aventurámo-nos, sem medo, pela diversidade de iguarias exóticas que a rica gastronomia local oferecia. No dia seguinte, porém, tivemos oportunidade de constatar as terríveis consequências que os excessos de tão abundante repasto nos reservava... Abençoado "normalizador da flora intestinal"!
quarta-feira, 23 de maio de 2007
No Jardim do Éden... (23/05/2007)
Pagámos 1300BT (menos de 30 euros) pelo aluguer do longtail boat, para 2 pessoas, durante 4 horas.
Visitámos a ilha pela costa ocidental e atracámos em Maya Bay, onde foi rodado o filme "A Praia", com o Leonardo di Caprio. Uma baía magnífica, com um senão: demasiado explorado. Dezenas de speedboats com os seus motores em fúria despejam carradas de visitantes, que conspurcam e perturbam a harmonia natural deste pacífico lugar. Até vidros encontrei na areia! E nem um único caixote do lixo à vista. A taxa obrigatória - ou pseudo-contribuição-para-preservação-da natureza-blá-blá-blá - serve tão somente para explorar os turistas. Mea Culpa!
Trinta minutos depois, seguimos caminho e parámos em Loh-Samah Bay, um spot espectacular para fazer snorkeling e scuba diving! Ali ficámos mais meia hora, a confundirmo-nos com os múltiplos cardumes de peixes. Para baptismo de snorkeling, foi, sem dúvida, uma óptima estreia!
Continuámos o passeio, rumo a Pileh Bay. Neste singular recanto de água verde esmeralda, para onde se precipitam sobranceiros os gigantes rochedos de calcário, deixamo-nos levar devagarinho... esquecendo que o tempo existe...
No regresso, pela costa oriental da ilha, espreitámos por fora a Viking Cave (gruta ao nível do mar onde aves diversas nidificam, deve o seu nome a pinturas ancestrais gravadas nas paredes, que se assemelham a barcos Viking).
De volta ao "Holiday Inn", demos por nós, juntamente com outros hóspedes do hotel, a testemunhar o casamento de um casal ocidental, segundo os rituais locais. Um pouco kitsch, mas divertido!
À noite, no hotel, um dos hóspedes, viajante solitário na casa dos 60, meteu conversa ocasional connosco, que às tantas virou "oferecer um copo", e depois já ía em "tenho o papel sobre essa ilha no quarto"... pois, pois... o melhor é pirarmo-nos daqui de mansinho!
Quando chegámos ao bungalow, o telefone tocava. Seria da recepção - pensámos. Provavelmente esqueceramos alguma coisa no lounge. Não. Era o tal homem com uma desculpa estranha, a meter conversa de novo. Não queríamos acreditar! Inadmissível! Telefonei para a recepção p/ efectuar a minha justa reclamação! Garantiram que os dados dos hóspedes são confidenciais, e que a chamada foi efectuada pelo funcionário da recepção e transferida depois.
Mas não ficámos lá muito descansadas... Não conseguíamos adormecer, procurando na escuridão lá fora, qualquer movimentação estranha em redor, que denunciasse o tal homem tarado, qual "serial killer" em busca de mais uma vítima...
terça-feira, 22 de maio de 2007
Chegámos ao Paraíso... em Phi Phi (22/05/2007)
Engraçado como nestas viagens consecutivas vamos encontrando todo o tipo de gente, de toda a parte. Dentro das mini-van reina sempre uma atmosfera de boa-disposição, numa profusão de sonoridades multilingue, o que torna estes momentos ainda mais divertidos e estimulantes.
Chegámos ao peculiar pontão onde o ferry nos levaria, em 2 horas, até ao Paraíso.
Digo peculiar porque na realidade resumia-se a um extenso areal, onde rebanhos de "viajantes" arrastavam, aos tropeções, os seus sacos, malas, trolleys e demais bagagem que se atolava na areia, até chegarem, exaustos, aos longtails das gentes do mar que, finalmente, os faria chegar ao ferry, em alto mar.
À chegada ao "Aonang Princess", a tripulação encarregou-se das malas, atirando-as, uma a uma, quais monstruosos boomerangs, da frágil balsa para cima do convés, onde aterravam estrondosamente, no amontoado de malas em camadas!
Por pouco (ou por sorte, mesmo!), o pesado trolley vermelho da Miriam ía ficando sepultado nas profundezas do Mar de Andaman, por toda a eternidade. Mal aterrou no convés, deslizou a alta velocidade e saiu disparado borda fora. Escapou ao banho por escassos centímetros, vindo a deter-se nas nossas cabeças, amparado pelo toldo da pequena e instável embarcação. Ufa!
A viagem a bordo do ferry foi óptima, com um tempo e uma paisagem a condizer.
Às 11h00 atracámos oficialmente em Ton-Sai Bay (no lado sul da língua da ilha), a zona mais movimentada de Phi Phi Don.
Dali partimos para o "Holiday Inn Resort", em Tong Cape, a Norte (perto da Gipsy Village), no longtail do hotel. Podem espreitar o link: http://www.ichotelsgroup.com/h/d/hi/1/en/hotel/phupb?rpb=hotel&crUrl=/h/d/hi/1/en/hotelsearchresults.
Preferimos ficar longe da confusão. Já tivémos que chegue em Phuket e, certamente, teríamos de sobra em Bangkok. Ao fim de 40 minutos, ao aproximarmo-nos da praia onde íamos ficar, rapidamente concluímos que tínhamos feito uma boa escolha.
Se havia ainda Paraíso na terra, seria certamente ali. O Johnny (tripulante do passeio a Pang Nga Bay) bem dizia: "Phi Phi: good land, good water".
Tinha razão. A paisagem natural é absolutamente soberba. Respeitáveis penhascos e uma densa vegetação tropical ornamentam as margens das extensas praias de areia branca e fina. As águas lisas e transparentes revelam a riqueza da fauna e flora subaquáticas, desvendando mistérios do fundo do mar: as rochas negras salpicadas na alvura da areia, as danças estonteantes de peixes multicolores, a beleza infindável dos corais, as brincadeiras aquáticas dos golfinhos...
Afinal ainda há Paraísos na Terra...
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Em Krabi (21/05/2007)
Na estação rodoviária em Krabi, lá apareceu o angariador da praxe, divulgando os seus serviços. Até ao hotel, na velha carripana (songthaew), levava apenas 60BT, mas demoraria 1 hora. A alternativa era ir de táxi por 350BT, e chegaríamos em 25 minutos. E pelo mesmo caminho.Pois!
O rótulo de turistas persegue-nos! Obviamente, optámos pela 1ª alternativa. E nem chegou sequer a 30 minutos!
Ficámos no "Krabi Success Beach Resort" (http://www.krabi-hotels.com/successresort/index.htm), perto de Ao Nang, em frente à praia Nopparathara.
O hotel é mauzinho (nas fotos parece melhor do que é na realidade). Há 10 ou 15 anos atrás, acredito que tivesse sido um hotel de referência por aqui. Hoje, tresanda a decadência. O quarto cheira a humidade, os lençóis a mofo, e a entrada do hotel a comida chinesa!
Mas seria apenas por uma noite. E nós vínhamos obviamente mal habituadas!
Aproveitámos o que nos restava do dia para ir de longtail boat a Railay Beach, a praia mais bonita e mais aclamada de Ao Nang.
Ao fim de uma hora, tivémos de regressar para aproveitarmos um grupo de pessoas que voltava para Ao Nang de barco. Caso contrário, como os pescadores procuram rentabilizar ao máximo as viagens nestes barcos, sendo apenas duas pessoas, iríamos pagar qualquer coisa como 5000BT (cerca de 100 euros!) para voltar para o hotel. A ideia é partilhar sempre a viagem com outras pessoas, de forma a dividir a despesa entre todos. Sai bem mais barato. Pagámos apenas 65BT cada uma (menos de 2 euros).
À noite, depois do jantar e de um passeio por Ao Nang, aproveitámos para deitar mais cedo e repor algum do sono perdido nos últimos dias...
domingo, 20 de maio de 2007
Em Koh Kor Kao II (20/05/2007)
Valeu a pena ter ficado. Este espaço ficará, sem dúvida, como uma óptima recordação desta viagem. Um lugar que recomendo vivamente e onde vale a pena voltar um dia...
Tínhamos todo o hotel só para nós, com 20 empregados à nossa inteira disposição.
Sentimo-nos como verdadeiras "princesas" no "Andaman Princess Resort & SPA". Literalmente!
sábado, 19 de maio de 2007
Em Koh Kor Kao... (19/05/2007)
Levou-nos de Patong ao terminal de autocarros no centro de Phuket.
Dali partimos para Takua Pa, onde estava Sujin, o bagageiro do hotel 5 estrelas na isolada ilha de Koh Kor Kao (a norte de Phuket).
Fomos no transfer do hotel até um pequeno porto, onde aguardava um pescador no seu longtail boat, para nos levar até à outra margem. Desta vez, Norai, uma simpática e sorridente senhora recebeu-nos e conduziu-nos no carrinho de golfe até ao empreendimento. «Welcome to Andaman Princess Resort & SPA», disse com um sorriso contagiante.
Ficámos de queixo caído. O espaço, a decoração, o local, o serviço, as pessoas... simplesmente fantástico! Estávamos maravilhadas com este lugar. Para os curiosos, aqui vai o link: http://www.andamanprincessresort.com/ .
Estranhámos não haver mais ninguém no hotel (para além dos funcionários, é claro!). Tudo parecia quieto e silencioso demais.
Mais tarde, ao jantar, confirmaram-nos que éramos, de facto, as 2 únicas hóspedes neste grande hotel...
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Hat Patong (Phuket) (18/05/2007)
Fomos na mini-van até Chalong Bay, perto da praia de Rawai, onde apanhámos o speedboat até Koh Koral, para um half day tour pela ilha.
Ali podiam fazer-se inúmeras actividades, tais como: scuba-diving, snorkeling, parasailing, entre outras. Não fizémos nenhuma delas. Além de serem um pouco caras, não gostámos muito do lugar. Ali era tudo demasiado comercial, vocacionado para o turismo massificado, e os sinais da presença humana eram evidentes por toda a parte.
A Miriam passou a manhã toda a dormir na cadeira de praia. Eu aproveitei para banhar-me nas águas (quase) cor de esmeralda e dar um pequeno passeio pela praia, à beira-mar.
Os efeitos da devastação do tsunami de 2004 ainda são visíveis nas ruínas votadas ao abandono e no lixo e destroços depositados na areia, que o mar ora trazia, ora levava...
Almoçámos ali. A refeição estava incluída no "pacote". Tinha bom aspecto, vinha bem servido e a comida era francamente boa. (Depois da experiência traumática da viagem de Bangkok para Chiang Mai, já tudo nos parecia comestível e delicioso, e os nossos níveis de exigência alimentar relativizaram-se).
Pelas 14H00 partimos de volta para Hat Patong. Mais uma vez, a viagem na carrinha serviu para ir repondo o sono perdido. Grandes sornas batemos, embaladas pelos solavancos das típicas carripanas!
Às 17H00, conforme combinado (mais uma vez a pontualidade tailandesa) esperava-nos o táxi que nos ía levar a dar um passeio pela costa ocidental de Phuket até ao Cabo Phromtep, a sul, passando pelo centro a cidade de Phuket, e, novamente, de volta ao hotel. Pagámos 1300BT (qualquer coisa como 26euros) pelo aluguer de 5 horas de táxi.
Passámos pelas praias Hat Karon, Hat Kata e parámos no View Point (miradouro de onde se vê estas magníficas praias abaixo).
A seguir, fomos ver o pôr-do-sol ao miradouro do Cabo Phromtep. Este lugar valeu por todo o passeio. Centenas de pessoas partilharam connosco este instante tão fugaz e, ao mesmo tempo, tão transcendental, tornando esta experiência única para cada uma de nós. Nem mesmo a nuvem marota que insistia em disfarçar o sol no horizonte perturbou este momento tão especial.
Depois, partimos em direcção ao centro da cidade de Phuket. Já nos tinham advertido para não ficarmos ali hospedadas, e a nossa visita confirmou as recomendações de quem já havia estado nestas paragens. Foi só para dizer que estivémos aqui. A cidade é feia e desinteressante. Um sítio que dispensava qualquer visita. De facto, em Phuket, a animação é mesmo em Patong.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Em Hat Patong (Phuket) (17/05/2007)
Porém, ao acordar, confirmámos que o dia reservava-nos um tempo espectacular de sol! Que sorte!
Na carrinha que nos ia levar ao barco encontrámos os primeiros portugueses por estas bandas! Até então, o grosso dos turistas por aqui eram australianos, e agora ouvíamos finalmente a língua de Camões noutras vozes que não as nossas, do outro lado do mundo!
Partimos de Po Bay Pier num pequeno barco de cruzeiro em direcção à ilha Panak, onde ficámos durante uma hora para relaxar e tomar banhos de sol e de mar, nas águas mornas e cristalinas do sul tailandês.
Saímos num longtail boat (pequeno barco de pescadores, a motor) a caminho da ilha Pingan (ou James Bond island, como é mais conhecida, por ter sido filmado aqui um dos filmes do 007 nos anos 70).
Éramos cerca de 20 pessoas dentro de cada minúscula balsa! Mas conseguimos chegar vivos à margem! Ali, encontramos as habituais bancas onde se vende bugiganguice diversa aos turistas. Presença humana à parte, este lugar é lindo! E lá estava o famoso obelisco hollywoodesco, digno de registo fotográfico!
Continuámos a nossa jornada pelo Mar de Andaman e disfrutámos de um delicioso almoço thai a bordo, com a paisagem paradisíaca como cenário, ao sabor da brisa marítima que refrescava a pele... e a mente...
Próxima paragem: ilha Hong, para onde nos dirigimos de canoa, contornando as estalactites que pendiam das grutas dentro dos rochedos, até descobrirmos pequenas lagoas interiores, onde o tempo pura e simplesmente parou ou não existia... Que lugar magnífico!
A seguir, dirigimo-nos à ilha Lana, onde fizémos um pequeno trekking pelas grutas de morcegos até chegar a uma enorme clareira, onde supostamente habita uma comunidade macacos. Digo supostamente, porque ninguém viu nenhum. Um dos guias dizia que foram de férias , outro, que estavam em lua-de-mel....
Na viagem de regresso, havia água de côco fresquinha à disposição, para disfrutar com o espectáculo de dança a bordo, ao som de antigos êxitos pop-chunga ocidentais (citando 2 grandes hits para dar uma ideia: os Ozone e a Lambada...). Eu não disse isto!!! Eu nem sequer estava lá....
À chegada ao pontão, a tripulação despediu-se de todos nós, um a um, com um convincente aperto de mão. Fantástico! A recepção foi óptima, e agora, a despedida, 5 estrelas!
E ao cimo das escadas, lá estavam as fotos da praxe para turista recordar... e pagar!
Ok, estas até estavam engraçadas. E toma lá mais 200 baht (qualquer coisa como 4 euros). Turistas...
Gostámos imenso deste passeio. Que dia bem passado! Ainda conhecemos uns australianos e neo-zelandeses simpáticos, que também estavam hospedados em Patong e com quem fomos ter a um bar na popular Bang-La Road: o "Aussie Bar". Onde haveria de ser?
Acho que no fundo, mesmo quando queremos estar longe de tudo e de todos, e viver novas experiências num lugar diferente e distante, há sempre algo em nós que procura aquilo que nos seja familiar, que de certa forma nos traga até casa, ou a nossa casa até nós. E isso pode ser tanto o "KFC" como o "Aussie Bar"...
À noite, a Miriam registou para a posteridade divertidos instantes fotográficos da "movida" nocturna de Patong. Grandes planos da maricagem endoidecida, pavoeando-se pelas ruas e bares, fazendo o seu jogo de sedução, ora aos genuinamente interessados, ora aos meros curiosos, como nós. Aqui vale tudo e há para todos os gostos... e ninguém leva a mal...
quarta-feira, 16 de maio de 2007
A caminho de Phuket... (16/05/2007)
1h45min depois, estávamos em Phuket. Chegámos ao Paraíso! Ou talvez não... Maldito tempo! Céu nublado e muita chuva. Onde está o céu azul, o sol resplandecente? O calor, esse, é que não nos larga! A roupa cola-se ao corpo, o suor escorre pela cara, a roupa lavada e o banho tomado duram apenas alguns minutos...
Ficámos a 1hora de caminho do centro de Phuket, mais propriamente em Hat Patong, no lado ocidental da ilha, no Thara Patong Beach Resort (http://www.phuket.com/patong/thara/ ou http://www.tharapatong.com/).
A curiosidade levou-nos a experimentar mais um prato típico da cozinha tailandesa, desta vez no restaurante do hotel. Aproveitamos para advertir que NÃO vale a pena pedir não picante ou pouco picante porque os padrões do pouco picante por estas bandas significa MUITO picante para nós! Grande bomba gastronómica! O suor escorria pela face e a boca já estava dormente. Os empregados fartaram-se de rir... Enfim... Turistas!!!
Aproveitámos para abastecer o nosso frigorífico com snacks e bebidas no peculiar mini-mercado junto ao hotel, onde os transsexuais se instalavam em frente à entrada, à espera de clientela.
Comprei um cartão telefónico para dar sinais de vida à minha gente. Figura ridícula fizémos novamente, desta vez, ao tentar inserir o cartão-chave do quarto do hotel na ranhura da cabine telefónica! Mas pior mesmo foi quando fomos reclamar ao mini-mercado que nos tinham vendido um cartão que não funcionava! Que vergonha... Turistas!!!
No caminho de regresso ao hotel, demos por nós na Bang-La Road - simplesmente a rua mais badalada de Patong, o "must" da night cá do sítio. Uma espédie de "Las Vegas tailandês", onde abundam os bares go-go, pubs, discotecas e o antro predilecto das gentes da noite. Há de tudo e para todos os gostos! Vendedores de rua, angariadores de bares, prostitutas, homossexuais, travestis e transsexuais, que se pavoneiam e dançam pelas ruas e bares, turistas curiosos (como nós) de máquina fotográfica em punho, estrangeiros com engates locais, tudo isto ao som das músicas da moda, dos gritos dos vendedores e dos histerismos da maricagem que diverte este animado lugar...
terça-feira, 15 de maio de 2007
Ainda em Chiang Mai... (15/05/2007)
A experiência de elefante não correu lá muito bem... Não dormimos nada e os efeitos secundários da profilaxia da malária ainda duram... náuseas, tonturas, dores de cabeça... a juntar ao "jet-lag"que ainda nos contraria o relógio biológico. Até agora só a tripa continua a funcionar às mil maravilhas! Andar aos solavancos em cima do gigante animal com um calor abrasador, deu-nos mais para o enjoo que para a diversão, e o bicho só andava a bananas, que tinhamos de depositar na tromba de minuto a minuto. Durou cerca de meia hora, mas parecia que nunca mais acabava!
A experimentar, nem que seja uma vez na vida... mas a não repetir, certamente...
O almoco tailandês sempre deu para repor as forças!
Gostámos mais do trekking a pé pela floresta para ver a cascata e para visitar as aldeias locais (mas até nestas remotas paragens havia as típicas barraquinhas de bugiganquices e produtos locais que procuravam constantemente impingir aos turistas). Desta vez, fugimos!
Terminámos em cheio com o rafting rio abaixo na canoa de bambu debaixo de uma chuva torrencial. A parte mais divertida foi mesmo quando a Miriam caiu à água... e o (experiente?) timoneiro quase a acompanhou no banho de água lamacenta. Já me doía a barriga de tanto rir...
Ao fim do dia, já no hotel, pensei ter perdido a minha bolsa onde estava apenas TODA a minha "vida" concentrada: passaporte, cartão de débito, telemóvel, chaves, dinheiro, cartão de memória carregadinho de fotos, máquina fotográfica... mas felizmente, tudo não passou de um valente susto! De um momento para o outro, poderia simplesmente "deixar de existir", tornar-me ilegal a milhas de casa, uma errante no outro lado do mundo! Foram 10 longos minutos que mais pareceram uma eternidade!
À noite fomos ao Old Chiang Mai Cultural Center, apreciar um jantar típico do norte tailandês e um espectáculo de música e danças tradicionais. Turístico q.b., mas muito interessante!
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Em Chiang Mai... (14/05/20207)




Descobri entretanto que o leitor de cartões que trouxe comigo avariou-se. Tivemos de ir ao "Pantip Plaza" (centro comercial de artigos de informática e afins) onde comprei um cartão de memória de 2G pela módica quantia de 670 baht (mais ou menos 13 euros)!
Aproveitámos para almoçar ali, num restaurante tipo cantina com um sistema de senhas. Comemos 2 pratos cheios cada uma, com bebida incluída, por apenas 90 baht (menos de 2 euros)! Fartámo-nos de rir, pois estava tudo escrito em tailandês e por ali não se falava grande coisa de inglês! Valha-nos a linguagem gestual, ex-líbris da comunicação universal!
Dali negociámos um songthaew (carrinha vermelha partilhada por diversos passageiros) para irmos ao Wat Doi Suthep, a 16 kms dali. Como já era quase hora de fecho, decidimos "subir" os 306 degraus de funicular (especie de elevador) até ao topo do monte, onde se encontrava este lindíssimo templo.
À noite, regressámos ao Night Bazaar, onde andámos às compras outra vez e jantámos num restaurante italiano muito fino (para desenjoar um pouco da comida tailandesa). Pagámos cerca de 7 euros cada uma, pela entrada, prato, bebida e sobremesa. Pela 1a vez na vida enquanto turista, senti-me uma portuguesa abastada. Sem dúvida, o nosso poder de compra não serve para fazer férias na Europa, mas dá e sobra nestas paragens...
O problema agora era que, ao 3o dia de férias na Tailândia, já não tínhamos onde por os presentes, lembranças e outras futilidades, que fomos comprando aqui e ali. Onde pôr e como levar toda esta tralha atrás connosco?
Lá acabei por comprar, à última hora, o saco deportivo mais feio e rasca (marca Minerva???) de toda a Tailândia e arredores, para termos onde enfiar tudo aquilo. Mas também, por tuta e meia, em "midnight sale" não se podia pedir muito!
Voltámos de tuk-tuk para hotel a rir o tempo todo... sobretudo depois de regatearmos como ciganas o preco da corrida: 40 baht, ou seja, menos de 1 euro! (A 1a oferta tinha sido 200 baht e depois 80 baht)... Acho que começamos a ficar especialistas na arte do regateio... e acaba mesmo por tornar-se viciante!
domingo, 13 de maio de 2007
Bangkok - Chiang Mai (13/05/2007)
Neste tempo de espera tive oportunidade de constatar que o fenómeno dito "pimba" é universal. Na MTV cá do sítio, cantava uma artista tailandesa as canções pop-romântico-chungas que a senhora da agência acompanhava cantando as letras que sabia de cor, enquanto cortava o que parecia ser uma beringela com uma grande faca de cozinha, em cima do balcão(!). Um dos que acabara de descascar, foi introduzido assim mesmo dentro da gaveta da secretária(?).
Gente estranha... mas pontual.
Arrancámos as 9h00 em ponto. Não sem antes nos termos abastecido devidamente num mini-mercado da estação. Afinal, tínhamos 9 longas horas de viagem pela frente... (com 1h de paragem para almoco incluída).

Para "expresso VIP", ou nos enganámos no autocarro, ou os nossos padrões são muito diferentes dos de cá. Decoração de gosto duvidoso, música popular a condizer e um filme americano de categoria Z, dobrado em tailandês. Serviram-nos uma Pepsi com sabor a detergente e uns bolinhos manhosos que não conseguimos comer. Tentámos ir ao WC, mas o fedor que impestava o minúsculo compartimento sem janela, aos solavancos, a ausência de papel higiénico e o autoclismo resumido a um balde de água com um medidor à deriva na superfície, intimidava qualquer bexiga desesperada por aliviar-se!
Ah... até que enfim a bendita paragem para o almoco! Na casa-de-banho sem sanita, onde se faz as necessidades de pé, onde não há papel higiénico e uma série de bichos exóticos ornamentam as paredes, pusémos a esquisitice de lado.
O almoço, esse, era composto de arroz branco sem sal com uma gordura tipo chispe envolto num molho bombasticamente picante, cujos talheres preservavam "resíduos" de almoços anteriores, numa mesa suja e cheia de moscas. Ficou implícito que não nos atreveríamos a tal aventura gastronómica! Valeu-nos o nosso rico farnel de aperitivos, batatas fritas, bolachas e amendoins para enganar o estômago...
Ao passar pela cozinha confirmámos as nossas suspeitas: um antro obscuro, com um chão e paredes encardidas, em que havia um fogão onde repousavam grandes tachos pretos de gordura queimada e ressequida. Uma espédie de "versão-cozinha" do WC.
Chegámos a Chiang Mai, onde ficámos hospedadas no SK House (http://www.sawadee.com/hotel/chiangmai/skhouse/pictures.html), uma Guest House modesta mas agrádavel, com gente jovem e simpática. Apanhámos um tuk-tuk até Kotchasarn Road e jantámos no "Aroon Rai Restaurant". Doses generosas e boa comida por apenas 206 baht (cerca de 4 euros, para 2 pessoas)! Depois desta longa jornada, finalmente tomavamos uma refeição a sério!

Passeámos pelo Night Bazaar (mercado nocturno, um pouco turístico, mas onde há de tudo) e não resistimos a gastar algum dinheiro (tudo bem regateado, claro!).
Regressámos ao hotel e caímos redondas na cama!
sábado, 12 de maio de 2007
Em Bangkok... PARTE II (12/05/2007)
Caiu a noite. Apanhámos um tuk-tuk (espécie de táxi-motociclo para pequenos trajectos dentro da cidade, típico por estas bandas, muito castiço) até à estação de comboios para comprar o bilhete.
Azar dos azares (ou talvez sorte!) o primeiro comboio da manhã estava overbooked e não podíamos ir no da tarde porque já tínhamos hotel confirmado e pago para aquela noite.Decidimos ir de autocarro e, assim, encurtámos a nossa viagem de 12h para apenas 9h(!), e viajámos numa camioneta expresso climatizada, com WC e almoço incluído! Coisa fina - pensámos nós na nossa ingenuidade de novatas por estas paragens - por menos de 10 euros cada uma, íamos viajar à grande, no lugar de ir encafuadas num comboio do tempo da outra senhora, um verdadeiro galinheiro imundo e sem ar condicionado. Ou talvez não...

Com a saga dos bilhetes, demorámos cerca de 1 hora. O motorista do tuk-tuk, que garantira ficar à nossa espera junto a estação escura, suja e mal frequentada, tinha simplesmente desaparecido! O que vale é que o servico não é em pré-pagamento, e lá conseguimos arranjar outro tuk-tuk para nos levar ao nosso destino. Intencionalmente levou-nos para outro lugar diferente daquele que havíamos pedido e queria cobrar mais para nos levar ao sítio certo. Reclamámos, naturalmente. (Até poderíamos ser enganadas, mas de preferência, não com o nosso consentimento!) O condutor, manifestamente irritado, e pronunciando um discurso imperceptível nesta língua madrasta, arrancou e disse em mau inglês que nos ia levar de volta para onde tínhamos partido.
Nem pensámos 2 vezes: no meio do trânsito caótico da cidade, sem saber onde estávamos, saltámos borda fora do motociclo em pleno movimento e sem pagar!
Em Bangkok... PARTE I (12/05/2007)
Não queríamos acreditar mas era verdade. Pisámos finalmente solo tailandês. E desta vez não nos esquecemos das malas! (hihihihi...)
Quando saímos do aeroporto, sentimos o ar quente espesso e húmido a entrar com dificuldade pelas narinas e a fazer colar a roupa ao corpo em segundos.
Aqui começava a verdadeira aventura enquanto turistas o(a)cidentais...
Não dava para disfarçar. A nossa roupa, feições, língua denunciavam-nos claramente. Confesso que gosto de viajar e sentir-me uma humilde viajante à descoberta, uma cidadã do mundo em busca de experiências enriquecedoras... e damos connosco involuntariamente com um rótulo de turista na testa!
Foi impossível evitar o verdadeiro assédio de angariadores de agências de turismo, transportes privados, hotéis, táxis, famintos, à caça de mais um turista fresquinho, acabadinho de chegar!
Conseguimos sobreviver ilesas até à paragem do Airport Bus que nos levaria ao centro da cidade, numa viagem de 45 minutos por apenas 150 bahts (pouco mais de 3 euros).
E lá fomos a caminho do centro de Bangkok! Estavamos exaustas das 15 intermináveis horas de viagem. O corpo cansado pedia repouso, mas a expectativa e a curiosidade dominavam o sono, obrigando-me a abarcar todos os instantes que o percurso proporcionava. O olhar procurava absorver tudo em redor.
Ficámos estrategicamente posicionadas bem no centro da cidade, na Silom Road, mais propriamente no @homesilom (http://www.athomesilom.com/home/index.php), uma Guest House simples mas agradável, com bom serviço e muita simpatia.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Frankfurt - Bangkok (11/05/2007)
Este já esta! Ufa!
O nosso voo para Bangkok era só as 21h30. Tínhamos tempo para fazer tudo com calma... se não nos tivéssemos perdido nos infinitos quilómetros de aeroporto e andado às voltas pelos terminais A, B e C à procura do check-in da Thai para tentarmos embarcar. Pior foi quando nos apercebemos que já tinhamos passado o "Passport Control" apenas com as bagagens de mão. Não tinhamos ido buscar as nossas malas de porão! (maus hábitos de viagens pela Europa). Pânico! Nós com medo de perdermos as malas ou que estas tivessem ficado no chão em Lisboa ou ainda que tivessem ido parar sabe Deus onde, e acabamos simplesmente por esquecê-las no "Baggage Claim"!
Ao fim de uma eternidade lá conseguimos encontar o terminal certo e recuperar as nossas malas que já estavam num armazém de malas perdidas(!) Alívio!
Agora aguardava-nos uma longa e demorada fila para o check-in da Thai, e, para nós, que estavamos em stand-by, a ansiedade acompanhou-nos até ao último instante.
Mas por fim, depois de passarem todos os passageiros confirmados e os stand-by da Thai e da Lufthansa, foi a vez da TAP.
Iupi!!!! Conseguimos! Estavamos definitivamente a caminho de Bangkok!
Ainda a doze longas horas de viagem do Paraíso...
Lisboa - Frankfurt (11/05/2007)
A primeira parte da viagem ja está garantida!
Iniciámos agora a nossa viagem a caminho do Paraíso...
A caminho de BKK
Elas safam-se!...
Carlos
E lá vão elas...
Resta-nos desejar-lhes que façam uma boa viagem e que lá cheguem depressa. É que, segundo consta, isto de viajar à borla implica o risco de ficar em terra de quando em vez...
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Bem vindos ao Blog de viagens da Kelly...
Teste, teste... um, dois... um, dois...